Caminhos da mente
Esquizofrenia
TDAH
Caminhos da mente
Esquizofrenia
TDAH
A esquizofrenia é um transtorno mental com grande impacto no cotidiano dos pacientes e seus familiares, mas que pode ser tratado.1
Se você ou alguém da sua família convive com a esquizofrenia, este material vai ajudá-lo a entender melhor a doença e o que pode facilitar o dia a dia.
A esquizofrenia é uma condição de saúde mental que pode afetar a forma como a pessoa pensa, sente e percebe o mundo ao seu redor. Quem tem esquizofrenia pode apresentar dificuldades em organizar os pensamentos e em expressar e reconhecer sentimentos, além de interpretar a realidade de maneira diferente. Tem início na adolescência e começo da vida adulta (15 a 25 anos), muitas vezes é confundida com oscilações próprias da adolescência.1
A família tem um papel essencial no cuidado da esquizofrenia. Quando os familiares entendem a doença, oferecem apoio e mantêm uma convivência mais tranquila, isso pode ajudar a reduzir crises, favorecer o uso correto de medicamentos e outras terapias e trazer mais estabilidade ao dia a dia. Por outro lado, ambientes com muita tensão, críticas constantes ou conflitos frequentes podem aumentar o estresse e dificultar a recuperação. Por isso, é muito importante que a família busque orientação e apoio médico.2
Os sintomas iniciais podem variar de pessoa para pessoa, em forma ou intensidade, mas alguns são comuns, como:3,4
A esquizofrenia não tem cura, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Ele combina o uso de medicamentos com acompanhamento profissional e apoio familiar no dia a dia. Mesmo quando a pessoa está melhor, manter o tratamento é fundamental para evitar novas crises.4
Por isso, é importante:6-8
Além do tratamento, participar de grupos de apoio ou reabilitação psicossocial pode ajudar no convívio e na retomada da rotina, como na Associação Brasileira de Esquizofrenia (ABRE) ou na Associação Mãos de Mães de Pessoas com Esquizofrenia (AMME).
Nesses espaços, é possível encontrar um ambiente acolhedor para conversar, trocar experiências e desenvolver habilidades para o dia a dia, como autocuidado, organização da rotina, convivência familiar e vida social. Esses grupos ajudam a criar vínculos, fortalecer a autonomia e construir uma rede de apoio, o que pode contribuir para mais estabilidade e menos crises.9
Algumas atitudes podem ajudar bastante a manter o controle sobre a doença:7,8,10
Conviver com a esquizofrenia pode trazer desafios, mas algumas atitudes simples ajudam a tornar o dia a dia mais organizado e tranquilo.9
A continuidade do tratamento é essencial: estima-se que cerca de 61% dos pacientes em tratamento oral interrompam a medicação, o que aumenta o risco de recaídas e hospitalizações. Por isso, o apoio da família e o diálogo com a equipe de saúde são fundamentais.11
Durante uma crise, os familiares podem ajudar com algumas ações imediatas:9
Familiares e cuidadores não devem esquecer de si; atualmente, existem diversos grupos de apoio voltados especificamente às dores e dificuldades de quem convive com uma pessoa com esquizofrenia.9
Além disso, algumas atitudes são essenciais:9
Lidar com a esquizofrenia não precisa ser uma jornada solitária. Com as orientações adequadas, o apoio das equipes de saúde e um planejamento claro sobre como agir em determinadas situações, é possível enfrentar com mais confiança as dificuldades relacionadas à doença.9
Seguir o tratamento indicado pelo médico é fundamental para alcançar o equilíbrio desejado.4
Crédito de imagens: Ilustrações desenvolvidas por inteligência artificial (OpenAI). Material educativo, sem representação de pacientes reais.
1. Ministério da Saúde, BR. Esquizofrenia [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/e/esquizofrenia/view. Acesso em: fevereiro de 2026.
2. Caqueo-Urízar A, Rus-Calafell M, Craig TK, Irarrazaval M, Urzúa A, Boyer L, Williams DR. Schizophrenia: Impact on Family Dynamics. Curr Psychiatry Rep. 2017;19(1):2.
3. Varella D. Como reconhecer um surto de esquizofrenia [Internet]. São Paulo: UOL; [s.d.]. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/como-reconhecer-um-surto-de-esquizofrenia/. Acesso em: fevereiro de 2026.
4. Mayo Clinic. Schizophrenia: symptoms and causes [Internet]. Rochester (MN): Mayo Clinic; [s.d.]. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/schizophrenia/symptoms-causes/syc-20354443. Acesso em: fevereiro de 2026.
5. Mayo Clinic. Schizophrenia: diagnosis and treatment [Internet]. Rochester (MN): Mayo Clinic; [s.d.]. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/schizophrenia/diagnosis-treatment/drc-20354449. Acesso em: fevereiro de 2026.
6. Servicio Aragonés de Salud. Guía de práctica clínica sobre la esquizofrenia: versión para pacientes [Internet]. Zaragoza: Gobierno de Aragón; 2009. Disponível em: https://portal.guiasalud.es/wp-content/uploads/2019/01/GPC_495_Esquizofr_pacient_2009.pdf. Acesso em: fevereiro de 2026.
7. National Health Service (NHS). Schizophrenia: living with the condition [Internet]. London: NHS; [s.d.]. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/conditions/schizophrenia/living-with/. Acesso em: fevereiro de 2026.
8. Living with Schizophrenia. Healthy living: coping with stress [Internet]. London: Living with Schizophrenia; [s.d.]. Disponível em: https://livingwithschizophreniauk.org/coping-with-stress/. Acesso em: fevereiro de 2026.
9. Living with Schizophrenia. Healthy living: schizophrenia and diet [Internet]. London: Living with Schizophrenia; [s.d.]. Disponível em: https://livingwithschizophreniauk.org/information-sheets/healthy-living-schizophrenia-and-diet/. Acesso em: fevereiro de 2026.
10. Family Support Services (FSS). Coping skills [Internet]. South Africa: Family Support Services; 2022. Disponível em: https://familysupport.org.za/wp-content/uploads/2023/01/3_Coping-Skills_Revised-FSS-Edition-2022-PDF.pdf. Acesso em: fevereiro de 2026.
11. Saucedo Uribe E, Carranza Navarro F, Guerrero Medrano AF, García Cervantes KI, Álvarez Villalobos NA, Acuña Rocha VD, et al. Preliminary efficacy and tolerability profiles of first versus second-generation Long-Acting Injectable Antipsychotics in schizophrenia: A systematic review and meta-analysis. J Psychiatr Res. 2020 Oct;129:222-33.
BR—2600144 – 033055 – Material destinado ao público leigo.